Brincadeiras antigas para fazer em casa sem tela nas férias
Oi, oi, turma! Aqui é a Heleninha. Sabe o que eu descobri conversando com a minha avó? Que antigamente as crianças brincavam o dia inteiro sem celular, sem tablet e sem televisão, e se divertiam muito! Elas inventavam jogos com giz, corda, papel e muita imaginação. Hoje eu fiz uma pesquisa de cientista e separei as melhores brincadeiras antigas para fazer em casa. São perfeitas para as férias de fim de ano e para qualquer dia em que a família quiser se divertir junta.
Por que resgatar as brincadeiras de antigamente
As brincadeiras tradicionais atravessaram gerações porque funcionam: são simples, baratas e cheias de aprendizado. Elas ajudam a criança a:
- Desenvolver coordenação motora, equilíbrio e noção de espaço.
- Aprender a esperar a vez, seguir regras e lidar com a frustração de perder.
- Usar a imaginação e a criatividade.
- Fortalecer a memória com cantigas e rimas.
- Criar laços afetivos com pais, avós e amigos.
Uma dica especial para as famílias: peça para os avós, tios ou vizinhos mais velhos contarem como eles brincavam. Essa conversa já é uma brincadeira cheia de histórias!
10 brincadeiras antigas para fazer em casa

1. Amarelinha
Desenhe com giz no chão do quintal ou faça com fita crepe no chão da sala: casas numeradas de 1 a 10 e o “céu” no final. A criança joga uma tampinha ou um saquinho de pano na casa 1 e pula com um pé só nas casas simples e com os dois pés nas duplas, sem pisar na casa da tampinha. Na volta, recolhe a tampinha. Vai avançando até o céu! Desenvolve: equilíbrio, contagem e coordenação. Idade: a partir de 4 anos (se houver crianças menores de 3 anos por perto, prefira o saquinho de pano à tampinha).
2. Passa anel
Uma criança é a “passadora” e segura um anel (ou uma pedrinha grande) entre as mãos fechadas. As outras ficam lado a lado, com as mãos em forma de concha. A passadora passa as mãos por todas e deixa o anel com uma delas, disfarçadamente. Depois, alguém precisa adivinhar com quem ficou. Desenvolve: observação e expressão facial. Atenção: com crianças menores de 3 anos por perto, troque o anel por um objeto maior, como uma bolinha de meia.
3. Estátua
Coloquem uma música para tocar (no rádio ou cantando mesmo). Todos dançam e, quando a música para, todo mundo vira estátua! Quem se mexer sai da rodada ou vira o “DJ”. Desenvolve: controle do corpo, atenção e escuta. Idade: a partir de 4 anos.
4. Batata quente
Em roda, as crianças passam uma bola de mão em mão enquanto alguém, de olhos fechados, repete “batata quente, quente, quente…” até falar “queimou!”. Quem estiver com a bola nesse momento paga uma prenda divertida, como imitar um bicho. Desenvolve: agilidade e coordenação. Idade: a partir de 4 anos.
5. Telefone sem fio
Uma criança cochicha uma frase no ouvido da outra, que passa adiante, até o último da fila falar em voz alta. A graça é ver como a frase mudou no caminho! Desenvolve: escuta, linguagem e muitas risadas. Idade: a partir de 5 anos.
6. Morto-vivo
Um líder fala “morto!” e todos se agacham; fala “vivo!” e todos ficam em pé. Ele tenta confundir mudando a velocidade e repetindo o mesmo comando. Quem errar sai. Desenvolve: atenção, reflexo e força nas pernas. Idade: a partir de 4 anos.
7. Pular corda e cantigas
Com uma corda comprida, dois adultos ou crianças maiores batem e os outros pulam, cantando “Um homem bateu em minha porta” ou “Suco gelado”. Para os menores, deixe a corda parada rente ao chão ou balançando como uma “cobrinha”. Desenvolve: ritmo, coordenação e fôlego. Idade: a partir de 5 anos, sempre em espaço aberto e sem a corda perto do pescoço.
8. Cinco Marias com saquinhos
Esse jogo tradicional usa cinco saquinhos de pano cheios de arroz ou feijão, costurados por um adulto. A criança joga um saquinho para cima e tenta pegar os outros do chão antes de ele cair. Desenvolve: coordenação olho-mão e concentração. Idade: a partir de 6 anos. Atenção: os saquinhos devem ser bem costurados e ficar longe de bebês e crianças menores de 3 anos.
9. Adoleta e brincadeiras de mão
Em roda ou em dupla, as crianças cantam “Adoleta, le peti, peti polá…” batendo as mãos umas nas outras no ritmo. Também vale “Babalu” e “Fui no Itororó”. Desenvolve: ritmo, memória e coordenação. Idade: a partir de 5 anos.
10. Cabana de lençol
Com cadeiras, lençóis e almofadas, a sala vira uma cabana, um castelo ou até uma estação espacial. Dentro dela, vale contar histórias, ler com lanterna e fazer piquenique. Desenvolve: imaginação, planejamento e trabalho em equipe. Idade: todas! Use móveis estáveis e não prenda nada em locais altos.
Dicas da Heleninha para um dia sem tela

- Monte um pote de brincadeiras: escreva ou desenhe o nome de cada brincadeira em um papel, dobre e coloque em um pote. Quando bater o tédio, a criança sorteia uma!
- Combine horários: em vez de proibir as telas, crie momentos especiais de brincadeira em família, como “a hora da amarelinha” depois do lanche.
- Brinque junto: as crianças adoram ver os adultos pulando, cantando e virando estátua. O exemplo vale mais que mil palavras.
Para os pais e educadores
As brincadeiras tradicionais fazem parte do patrimônio cultural da infância brasileira e são valorizadas na Educação Infantil justamente por integrarem corpo, linguagem, interação e cultura. Muitas delas envolvem cantigas que trabalham rima, ritmo e consciência fonológica, habilidades importantes na alfabetização. Além disso, jogos com regras ajudam a criança a desenvolver autorregulação e a lidar com ganhar e perder em um ambiente seguro e afetuoso. Na escola, uma ótima proposta é criar um “museu das brincadeiras”, em que as crianças entrevistam familiares e apresentam as brincadeiras que descobriram.
Pergunta da Heleninha para você pensar: qual era a brincadeira favorita dos seus pais quando eles eram crianças? Vá perguntar agora!
Perguntas frequentes
Quais brincadeiras antigas são boas para fazer dentro de apartamento?
Estátua, telefone sem fio, passa anel, adoleta, morto-vivo e cabana de lençol funcionam muito bem em espaços pequenos e fazem pouco barulho. A amarelinha também pode ser feita com fita crepe no chão da sala, desde que o piso não seja escorregadio e a criança brinque descalça ou de meia antiderrapante.
Como convencer a criança a trocar a tela pelas brincadeiras?
O segredo é participar. Convide a criança para brincar com você, em vez de apenas mandar desligar a tela. Comece com brincadeiras rápidas e cheias de risada, como estátua e batata quente, e use o pote de brincadeiras para dar à criança a sensação de escolha. Combinar horários fixos para as telas também ajuda bastante.
Brincadeiras antigas servem para crianças de idades diferentes juntas?
Sim, e esse é um dos seus grandes encantos. Na batata quente, na estátua e na cabana de lençol, crianças de 4 a 10 anos brincam juntas sem problema. Nas brincadeiras com regras mais difíceis, os maiores podem ajudar os menores, o que estimula cooperação e empatia.


